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Durante 3 fins-de-semana do mês de Agosto, em Vila Nova de Cerveira,
o piano será o centro da celebração. Vários artistas, de diferentes áreas musicais, mostrarão a sua arte, o seu virtuosismo e as suas emoções, que não deixarão ninguém indiferente. Como num sonho de Verão, o jazz, a música clássica e o pop-rock, penetrarão nos nossos sentidos e porventura, por alguns momentos, poderemos sentir que estamos num lugar onírico.
Cerveira ao Piano não será por isso um produto de consumo imediato e que facilmente se esquece, mas sim um festival de comunicação e partilha, de testemunhos e emoções, que contribuirá decisivamente para o crescimento e desenvolvimento cultural dos indivíduos e da comunidade, como emergirá como instrumento de promoção turística do Concelho de Cerveira.
Partindo das considerações anteriores, consideramos que existe espaço para fazer um festival único e diferente daquilo que é comum no país. Seria um festival mais ambicioso do ponto de vista musical, porém, direccionado para toda a gente e para diversas áreas musicais. No fundo trata-se de um Festival pioneiro no nosso país, que apresenta uma acção inovadora que assente
na música de qualidade e na realidade e na fantasia.
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No início, foi o Conservatório. Pedro Abrunhosa escolheu o caminho mais difícil. Não começou por ganhar fama na música ligeira, para se aventurar depois em projectos mais ousados. Após um longo percurso que inclui vários projectos na área do jazz, a paragem seguinte foi nos Bandemónio. Quando chegou ao rock trazia a mochila cheia de História e de rigor. “Viagens” atingiu a tripla Platina, com mais de 140 mil exemplares vendidos.
Gritou por “Socorro” e escreveu uma canção que havia de figurar nas playlists favoritas de muitos portugueses: “Tudo O Que Eu Te Dou” – a merecer o destaque da artista luso-canadiana Nelly Furtado, que a elegeu como uma das suas músicas preferidas d todos os tempos.
Pedro Abrunhosa comparecia finalmente ao encontro com as grandes audiências.
Tinha algo para lhes dizer, foi entendido e esse pacto com as multidões nunca mais foi quebrado.
De todos os discos, há temas que se tornam hinos, estribilhos, adágios. “Se eu fosse um dia o teu olhar”, do álbum “Tempo”, é usado no filme “Adão e Eva”, de Joaquim Leitão, que se tornou um êxito de bilheteira. As canções de Pedro Abrunhosa estão cheias de histórias, felizes e infelizes, únicas e intensas. Nos últimos anos, Abrunhosa editou livros, realizou ciclos de conferências, trabalhou com músicos de vários géneros e geografias. Apresentou-se em espectáculo com Caetano Veloso e tocou com outros músicos brasileiros como Lenine, Zélia Duncan, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Sandra de Sá, Syang, Rio Soul.
Considera que a música não é neutra. É uma ideologia de fraternidade. Não se é músico sem o sentido de pertencer a uma família e sem se estar comprometido com o mundo. Para Abrunhosa, a música é uma viagem que não se faz sozinho, apesar de o ter levado aos limites da originalidade.
Em Cerveira vem apresentar-se a solo, sentado ao piano, num concerto único a não perder, com temas que prometem aquecer a plateia. |

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Falar do Tiago Bettencourt não é complicado.
O complicado é falar de Tiago Bettencourt sem falar nos Toranja, nas mais de 60.000 unidades vendidas dos Álbuns “Esquissos” e “Segundo”, no single “Carta”, nos discos de Ouro e Prata, nos Globos de Ouro, nas nomeações para os Prémios MTV, nos mais de 200 Espectáculos realizados em pouco mais de 2 anos, no fenómeno que representou e falou a voz de uma geração, na Edição no Brasil, na bem sucedida Digressão em terras de Vera Cruz, no Gato Fedorento e inevitavelmente numa paragem que parece não ter fim à vista.
O Tiago Bettencourt...
Pode dizer-se que será seguramente um dos maiores Talentos da música portuguesa neste século XXI.
Podemos falar na qualidade das palavras e na composição musical que lhe vem dos ossos (ou do âmago).
Podemos afirmar convictamente que é um dos grandes escritores de canções nascidos em Portugal.
Tiago Bettencourt & Mantha é o projecto do artista no momento.
Une o Tiago Bettencourt (voz, guitarra, piano) ao João Lencastre (bateria) ao Tiago Maia (baixo) e ao Pedro Gonçalves (baixo).
O Álbum que gravaram tem o título “O Jardim”.
Os singles já rodam no éter e na TV: “Canção Simples” foi o primeiro. “O Jogo” é o single do momento.
Há mais canções n’o Jardim do Tiago Bettencourt & Mantha. Basta ouvir o que está no player do myspace (www.myspace.com/tiagobettencourt) – se se gostar, há que comprar o Álbum, para inverter as estatisticas que dizem que hoje não se compram discos, mas que a pirataria é que reina.
A viagem onde se toca “O Jardim” ao vivo já começou e está a passar por muitas cidades e vilas do nosso país. E leva uma produção de encher os olhos e a Alma. No entanto, aqui, no Cerveira ao Piano, teremos a oportunidade de ver e ouvir o talento de Tiago Bettencourt a solo, num concerto intimista, ao piano, a provar que o verdadeiro artista é aquele que nunca pára de surpreender. |
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Michael Nyman é um dos compositores britânico mais inovadores de sempre.
O seu trabalho estende-se a áreas tão diversas como a ópera, os quartetos de cordas, o cinema ou as orquestras. Para além de compositor, Michael Nyman é também intérprete, maestro, pianista, autor, musicólogo e actualmente fotógrafo e realizador de cinema.
Apesar de demasiado modesto para assumir a descrição “Renaissance Man” que lhe foi meritoriamente atribuída, a sua incansável criatividade e a sua arte multifacetada fizeram deste artista um dos mais fascinantes ícones culturais dos nossos tempos.
E mesmo agora, depois de uma longa e notável carreira no mundo da música e das artes em geral, Michael Nyman não se contenta com os inúmeros prémios que já alcançou nas diversas áreas a que se dedicou – tome-se como exemplo o filme “O Piano”, o documentário “Homem no Arame” ou a aclamada ópera “The Man Who Mistook His Wife For A Hat”. Ao invés, Michael Nyman continua a ultrapassar as barreiras da sua arte com uma distinta e prolífica vaga de criatividade tão energética quanto desafiadora.
O ano de 2009 trouxe mais uma ópera original e a produção musical de um bailado do Royall Ballet em Covent Garden (uma obra realizada em honra do 80º aniversário de Ennio Morricone) e a estreia de uma exposição dos seus trabalhos fotográficos e de vídeo.
É impossível, portanto, que esta apresentação em Portugal não seja surpreendentemente mágica, fazendo desta edição do Cerveira ao Piano um espectáculo inesquecível. |
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Vinte e cinco anos depois da edição do primeiro álbum de originais, António Pinho Vargas regravou as suas obras para piano solo e está de regresso para um espectáculo que promete ser memorável.
Recordado pela maior parte do público como o pianista de jazz autor de temas de êxito como Tom Waits ou Dança dos Pássaros, António Pinho Vargas é um músico com uma experiência riquíssima e um interesse por novas linguagens musicais, que, ao longo de uma carreira de quase trinta anos, passou pelo rock, pelo jazz e pela música erudita com uma facilidade impressionante.
Depois de acompanhar Rão Kyao, nomeadamente na gravação do álbum Malper-tuis (1976), o primeiro disco de jazz português feito em Portugal por músicos portugueses, forma o seu primeiro grupo áefree-jazz, Zanarp, do qual fazia igualmente parte o saxofonista José Nogueira, que se tornaria no seu cúmplice musical regular.
O Zanarp dissolve-se para dar lugar ao Abralas, onde canta Fernando Girão, e este dá lugar, em 1979, ao Quarteto de António Pinho Vargas, uma formação áejazz mais tradicionalista. O início da década de oitenta traz um breve flirt com o rock, pois o pianista passa brevemente pelos Arte e Ofício e pela Banda Sonora de Rui Veloso.
Mas em breve o pianista se decidirá pelo jazz, e agarra a oportunidade de gravar em nome próprio, editando em 1983 o LP Outros Lugares, que define desde logo a linguagem musical de Pinho Vargas: um jazz melódico de construção e inspiração tradicionais, recordando ora as paisagens atmosféricas popularizadas pela editora alemã ECM ora o virtuosismo de Keith Jarrett.
Outros Lugares obtém um assinalável sucesso público e crítico, mas era apenas uma selecção do muito material que Pinho Vargas tinha em carteira. O êxito obtido pelo disco permite-lhe continuar a gravar regularmente; surgirá assim em 1985 Cores e Aromas, cujo tema A Dança dos Pássaros se torna num improvável sucesso radiofónico, e, em 1987, As Folhas Novas Mudam de Cor, álbum que atingirá o top-10 de vendas e atinge o Disco de Prata, muito graças à popularidade de temas como Vilas Morenas (dedicado a José Afonso) e sobretudo Tom Waits, dedicatória àquele cantor e compositor norte-americano que ficará eternamente ligada ao pianista como a sua peça-emblema.
Simultaneamente, Pinho Vargas começa a ser convidado para compor peças para teatro e cinema (destacando-se nesta fase o filme de João Botelho Tempos Difíceis), e desponta no músico um interesse pela música erudita contemporânea.
A partir de então, as suas gravações de jazz serão mais espaçadas e menos acessíveis, permitindo ao pianista dividir-se entre o jazz e a música contemporânea. |
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